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A Substância: O que é o Monstro Elisasue no Final? Sue e Elisabeth, e Crítica Completa

A Substância: O que é o Monstro Elisasue no Final? Sue e Elisabeth, e Crítica Completa

Poucas vezes a metáfora de um filme me pegou tanto quanto em A Substância, de Coralie Fargeat.

⚡ RESUMO RÁPIDO (TL;DR)

A Substância (The Substance, 2024), dirigido por Coralie Fargeat e vencedor do Prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes, é uma das obras mais perturbadoras e brilhantes de body horror da história recente do cinema.

Estrelado por Demi Moore (Elisabeth Sparkle) e Margaret Qualley (Sue), o longa expõe com crueza a violência do etarismo e a pressão estética de Hollywood. Uma substância clandestina promete criar uma versão rejuvenescida e impecável da usuária, sob a regra inegociável de alternância a cada 7 dias: "Lembre-se: vocês são uma só". A quebra desse equilíbrio biológico leva a uma mutação grotesca e trágica: a criatura Elisasue.

🎬 Ficha Técnica & Elenco Completo de "A Substância"

  • Título Original: The Substance (2024)
  • Direção e Roteiro: Coralie Fargeat (Vingança / Revenge)
  • Gênero: Terror Corporal (Body Horror), Sátira, Ficção Científica, Drama Psicológico
  • Duração: 140 minutos (2h 20min)
  • Classificação Indicativa: 18 anos (violência extrema, nudez frontal e gore)
  • Distribuição no Brasil: Imovision / MUBI
  • Elenco Principal:
    • Demi Moore: Elisabeth Sparkle (a veterana estrela de aeróbica e TV descartada pela idade)
    • Margaret Qualley: Sue (a versão jovem, bela e implacável gerada pela Substância)
    • Dennis Quaid: Harvey (o executivo grotesco e machista da emissora)
    • Gore Abrams: Oliver (o vizinho e enfermeiro)
    • Hugo Diego Garcia: Diego
    • Phillip Schurer: O Homem do Grito
    • Joseph Balderrama: Craig

Fui ao cinema esperando um filme de terror. Antes de sair de casa, fui ver o nome do filme pra abrir o trailer, mas ando com a memória ruim, abri a aba e me esqueci. 

Que bom! O filme me pegou totalmente de surpresa, eu fui sem nem saber do que se tratava, e acho que isso fez toda a diferença.

No filme, Elisabeth Sparkle (Demi Moore) é uma mulher na casa dos 50 anos que já foi uma atriz de sucesso, mas enfrenta os obstáculos que uma mulher da sua faixa etária encontra na realidade cruel do show business. 

Elizabeth não consegue mais se ver como bonita e cogita usar A Substância para se sentir jovem novamente.

É tida como velha, ultrapassada, como se a sua vida já tivesse acabado e tudo de bom sobre ela tivesse ficado pra trás junto com a sua juventude. Após um acidente de carro, Elisabeth acaba conhecendo a experiência com “A Substância”. 

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A Substância e a armadilha da juventude eterna

A experiência com a substância acontece de uma forma meio escusa, não fica bem explicado de onde as pessoas são ou qual o objetivo. 

Elas apenas disponibilizam em um depósito abandonado uma caixa com o material necessário. A ideia é “Você vai injetar uma vez, ativar todos os dias, e ter uma versão muito melhor de você, mais jovem e mais bonita”. 

Porém, existe uma regra: a matriz e a nova versão precisam trocar de lugar a cada sete dias, obrigatoriamente, se lembrando sempre de que são a mesma pessoa.

Após usar A Substância, Elizabeth dá lugar a Sue.

Elisabeth realiza a experiência sem questionar, e logo sai de dentro dela (em uma cena perturbadora) uma versão jovem, na casa dos 20 anos, apta a conquistar de o seu emprego perdido na televisão. 

Para essa nova versão, Elisabeth Sparkle dá o nome “Sue”. É interessante dizer que o nome “Sue” tem significado ligado a pureza e a beleza dos lírios, uma representação perfeita para a ideia de juventude.

Elisabeth x Sue

Elizabeth (Demi Moore) é Sue (Margaret Qualley), e Sue é Eliza

Sue (Margaret Qualley) parece perfeita para recuperar a vida que Elisabeth deixou pra trás. Porém, sete dias depois, ela precisa trocar de lugar com o seu “eu” original, o que começa a parecer frustrante. 

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A vida de Elisabeth é bem menos interessante: ela não se sente observada ao andar pelas ruas, os homens a tratam grosseiramente, ela já não recebe delicadezas e se sente sozinha, enquanto Sue atrai todos os olhares e gentilezas e está rodeada dos novos amigos que orbitam o seu sucesso como nova apresentadora de TV.

Agora como Sue, após usar A Substância, Elizabeth (com seu quadro ao fundo) passa a fazer coisas que, agora mais velha, não sentia que podia.

Com esse conflito, em um dos seus “turnos”, Sue está envolvida com um rapaz e começa a passar mal. É hora de trocar.

Mas ela não quer interromper o momento da sua nova vida, então protela a troca, sugando um pouco mais de energia de Elisabeth. Como consequência, Elisabeth começa a sofrer alterações físicas bizarras.

A crueldade do etarismo e a pressão estética sobre as mulheres

Vou pontuar o aspecto psicológico que eu observei no que resumi até aí. Primeiramente, Elisabeth Sparkle é interpretada pela Demi Moore! É a Demi Moore!!! 

Uma das mulheres mais estonteantes que todo mundo já viu no cinema. Pra mim a ironia apontando a crueldade que as mulheres enfrentam, não só no show business, parte daí. 

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Para reforçar, todos os homens que a criticam ou não são gentis com ela no filme, incluindo o chefe asqueroso, são… FEIOS.

O chefe de Sue (ex-chefe de Elizabeth) e os acionistas da TV a idolatram após ela usar A Substância.

E, no caso do chefe, mais velho do que ela! Ainda assim, a crítica masculina a fere a ponto de confiar em um procedimento desconhecido, que dá todos os indícios de ser pouco confiável, com o seu próprio corpo. 

O filme retrata, ao meu ver, de forma muito clara o privilégio masculino, sem qualquer cobrança estética, quando um homem muito mais velho, de aparência duvidosa pra dizer o mínimo, se sente confortável em repugnar a aparencia de uma mulher lindíssima, diminuindo ela pela idade, querendo substituí-la por uma versão mais nova. 

Nessa cena, que acontece logo no início, são reproduzidos os tradicionais estereótipos machistas… como “os óvulos de uma mulher começam a diminuir depois dos 25” e toda a pressão etarista que as mulheres sofrem. 

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Aliás, o presente que Elisabeth ganha do chefe após ser dispensada, para “se distrair”, é um livro de culinária. Não apenas machista, mas como se a intenção fosse também designar a ela um “passatempo de vovó”!

A distorção da autoimagem e a busca desenfreada pela perfeição

Quanto mais a Sue fica “no poder”, mais difícil é pra Elisabeth suportar a si. Essa foi a metáfora que eu mais vesti a carapuça, levando um pouco pro pessoal. 

Elizabeth não consegue mais gostar de  si, após sua experiência com A Substância.

Ela começa a ser retratada num dedo envelhecido… depois uma perna… quanto mais tempo ela passa sendo “jovem e perfeita”, mais repugnante ela se torna na sua versão “matriz”. 

Quão fácil é se identificar com isso?

Vou usar um exemplo pessoal. Baixei um aplicativo que tem funções como “aplicar extensões no cabelo” e “auto maquiagem”. Testei em tantas fotos, que percebi que as minhas fotos originais, sem esses efeitos, começaram a me parecer impraticáveis. Fotos das quais antes eu gostava! 

Aquele looping normal de muitas mulheres, tirar dez fotos pra gostar de duas ou três, mas gostava, e de repente, o meu rosto original, sem nenhum efeito, parecia completamente impublicável.

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Claro que meu exemplo é simples, pequeno… eu acho que o filme se refere a mulheres que se submetem a procedimentos estéticos, cada vez mais buscando se ausentar do seu verdadeiro eu, da sua “matriz”, tentando serem mais jovens, mais bonitas, e isso vai gerando um vício e um dano emocional tão profundo, que faz elas se odiarem cada vez mais e desenvolverem distorção de imagem.

Esse dano emocional pode gerar problemas psicológicos graves, como a depressão… e isso é brilhantemente retratado no filme de forma sutil, quando Elisabeth passa a comer compulsivamente durante os seus sete dias, sem sair de casa, sem sair da frente da tv, sem parar de reclamar, rodeada por uma casa imunda e insalubre. 

Como já era de se esperar, a matriz e a nova versão começam a conflitar. Elisabeth começa a odiar Sue e sentir ciúmes de seu sucesso, enquanto Sue começa a sugar cada vez mais a vitalidade de Elizabeth para ficar mais tempo “em vida”.

Com isso, a versão original de Elisabeth é completamente destruída e ela passa a não ser mais nem sombra de quem era no início do filme. Ela não sabe a hora de parar, e aniquila completamente a si mesma na busca pela perfeição.

Sue após uma de suas brigas com Elizabeth em A Subsância.
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ALERTA MÁXIMO DE SPOILERS:

Os tópicos abaixo revelam detalhes cruciais do clímax, o destino de Sue e Elisabeth e a explicação completa do monstro final.

O que é o Monstro (Elisasue) no final de A Substância?

A aparição da criatura disforme no terceiro ato do filme chocou plateias no mundo todo e gerou centenas de milhares de buscas. Mas afinal, o que é aquele monstro?

O monstro — creditado oficialmente pela produção como Elisasue — é a aberração biológica nascida do desespero e da violação absoluta das regras da Substância. Quando Sue passa semanas drenando o fluido estabilizador de Elisabeth para continuar jovem na TV, o corpo original de Elisabeth definha até virar uma idosa cadavérica e deformada.

Ao perceber que Elisabeth foi destruída e que seu próprio clone está colapsando sem matriz viva, Sue entra em pânico às vésperas de apresentar o especial de Réveillon. Em um ato impulsivo e ilegal, ela pega uma nova ampola do ativador da Substância e injeta em seu próprio corpo agonizante.

A bula era categórica: a substância só funciona uma única vez a partir de uma matriz saudável original. Como Sue tentou clonar um corpo que já era um clone moribundo, o processo sofreu um colapso celular genético instantâneo. Em vez de criar uma terceira garota perfeita, o composto uniu o que restava do DNA de Sue e Elisabeth em um organismo aberrante:

  • A anatomia grotesca: Uma massa de carne com múltiplos seios assimétricos, dentes em posições anormais, membros desproporcionais e retalhos das faces de Demi Moore e Margaret Qualley dividindo o mesmo crânio.
  • A metáfora da dismorfia corporal: O monstro não é um acidente qualquer: ele é a exteriorização física exata de como Elisabeth se sentia por dentro. Mesmo no auge de sua beleza e juventude, a indústria a convenceu de que seu corpo envelhecido era uma aberração asquerosa.
  • A cena do show de Réveillon: Em um dos momentos mais antológicos do cinema recente (inspirado no clássico Carrie, A Estranha de Stephen King), Elisasue coloca brincos de festa, batom e sobe ao palco ao vivo. Quando o público percebe a deformidade, o pânico toma conta e a criatura é decapitada, jorrando jatos de sangue em alta pressão sobre toda a alta sociedade e executivos hipócritas da TV.
  • A cena final da estrela: O que sobrou da face consciente de Elisabeth se arrasta dolorosamente pelas ruas de Los Angeles até alcançar sua própria estrela na Calçada da Fama. Ali, ela sorri olhando as estrelas do céu, finalmente em paz, antes de se dissolver ao amanhecer e ser lavada por uma máquina de limpeza pública. A indústria descartou seu produto e seguiu em frente.

Elisabeth e Sue são a mesma pessoa? Entenda o final explicado

Uma das maiores dúvidas de quem assiste ao filme no cinema ou streaming é se Sue seria uma filha, uma impostora ou uma entidade separada. A resposta oficial e direta é: Sim, Elisabeth e Sue são rigorosamente a mesma pessoa.

A voz no telefone do laboratório repete a instrução vital constantemente: "Lembre-se: vocês são uma só. Não existe 'ela' e 'você', existe apenas uma consciência contínua alternando de invólucro a cada sete dias."

O grande motor da tragédia de A Substância é a dissociação psicológica provocada pela vaidade e pela dopamina dos aplausos:

Quando a mente habita o corpo jovem de Sue, os elogios do executivo Harvey (Dennis Quaid) e os flashes da fama entorpecem sua razão. Sue passa a enxergar a Elisabeth de 50 anos não como sendo ela mesma, mas como um estorvo inconveniente — uma "velha parasita" que só serve para roubar dias de diversão.

Por outro lado, quando Elisabeth desperta após 7 dias desacordada e encontra seu apartamento revirado por festas e comida lixo, ela sente um ódio destrutivo por Sue. Em vez de amar a juventude que ganhou, Elisabeth odeia o próprio clone por fazê-la se sentir ainda mais insignificante em sua idade real. A incapacidade de aceitar o próprio corpo faz com que ela declare guerra a si mesma — e nessa guerra interna, ambas morrem.

Onde Assistir A Substância no Streaming?

DISPONIBILIDADE OFICIAL NO BRASIL

Você pode assistir ao filme A Substância nas seguintes plataformas no Brasil:

  • MUBI: O filme faz parte do catálogo oficial de streaming da MUBI, disponível para todos os assinantes em alta definição.
  • Amazon Prime Video: Disponível através do canal parceiro MUBI Channels e também para aluguel ou compra digital em 4K. Aproveite para ver como ter o Prime Video grátis por 30 dias.
  • Apple TV e Google Play: Disponível para aluguel digital nas principais lojas sob demanda.

Dica para fãs de cinema: Se você gosta de debater grandes produções e diretores, confira nossa seleção dos melhores jogos de navegador de cinema e nossa lista de filmes de terror atemporais imperdíveis!

Um final chocante e a crítica à cultura da aparência

Dizer o que surge a partir daí é contar o final do filme em detalhes, e apesar do meu review ter bastante spoilers, eu acho que o final é preciso VER pra crer.

É de chocar todo mundo… A gente não sabe se ri, se fica espantado, se está mesmo entendendo o que está acontecendo. Só quero fazer um comentário sobre: a cena do palco, a la “Carrie” do Stephen King, foi pra mim o ponto alto da crítica contida nesse filme.

O sangue jorrando em toda a plateia cruel, que já se prepara pra odiar também Sue, demonstra que o sofrimento que é a representação desse sangue está nas mãos de todos ali.

E a cena acontece enquanto o filme repassa falas machistas abomináveis que foram ditas ao longo do filme, como “se ela tivesse esses peitos no lugar daquele nariz…”.  A imagem de Sue nas paredes enquanto o “monstro” anda pelo corredor… simbólica e triste.

Reproduzir vídeo do YouTube

Até onde vale a pena ir?

O filme é uma crítica bem construída, com altas doses de má impressão e sensação de angústia psicológica. As cenas são feitas pra causar horror. Aliás, o banheiro onde acontecem as trocas é de dar arrepios.

Vale muito a pena e não deixa de ser, na minha opinião, uma espécie de terror psicológico.

Até que ponto vale a pena se submeter a algo invasivo, doloroso e destrutivo, confiando a isso o nosso próprio corpo? Em nome de quê?

A Substância é um filme que todos deveriam assistir, mas que talvez só as mulheres entendam. 

E você, já assistiu “A Substância”? Me conta aí nos comentários o que achou!

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE A SUBSTÂNCIA

Quem dirigiu o filme A Substância?

O filme foi escrito e dirigido pela cineasta francesa Coralie Fargeat. Antes de A Substância, ela já havia conquistado grande reconhecimento internacional pelo aclamado thriller de ação e vingança Vingança (Revenge, 2017) e por dirigir episódios da série The Sandman na Netflix.

A Substância ganhou Oscar?

Lançado na temporada de 2024, A Substância se transformou em um dos filmes mais aclamados e cotados para o Oscar, com fortíssima campanha internacional para Demi Moore na categoria de Melhor Atriz, Coralie Fargeat para Melhor Roteiro Original e favoritismo expressivo para Melhor Maquiagem e Penteados pelos efeitos práticos impressionantes da criatura Elisasue.

Quais prêmios A Substância ganhou?

O filme teve uma trajetória triunfal nas premiações internacionais! Estreou com o prestigiado Prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes 2024 (com mais de 11 minutos de aplausos de pé), venceu o cobiçado troféu People's Choice Award (Midnight Madness) no Festival de Cinema de Toronto (TIFF), além de acumular prêmios de associações de críticos e indicações ao European Film Awards e Gotham Awards.

O que é o monstro no final de A Substância?

O monstro final, apelidado de Elisasue, é a fusão biológica aberrante entre Elisabeth Sparkle e Sue. Ela surge após Sue espancar Elisabeth e tentar injetar o ativador da Substância uma segunda vez. Como o produto só deve ser usado uma vez numa matriz humana saudável, o clone sofreu uma mutação celular caótica e incontrolável, gerando uma quimera que personifica o ódio da personagem ao próprio corpo.

Elisabeth e Sue são a mesma pessoa?

Sim! Elisabeth e Sue dividem a mesma consciência contínua. O laboratório reafirma a regra: "Vocês são uma só". A tragédia central do filme nasce da incapacidade psicológica de Elisabeth em integrar suas duas fases, criando uma falsa rivalidade autodestrutiva entre juventude e envelhecimento.

Onde assistir A Substância online no Brasil?

O filme está disponível no catálogo oficial de streaming da MUBI e também pode ser alugado ou comprado digitalmente nas plataformas Amazon Prime Video, Apple TV e Google Play Filmes.

O que significa o final de A Substância na Calçada da Fama?

A cena em que o rosto de Elisabeth se arrasta até a sua estrela na Calçada da Fama simboliza o desejo desesperado por validação eterna. Ao alcançar o chão com seu nome, ela finalmente sorri e morre em paz. Na manhã seguinte, um caminhão de limpeza lava seus restos da calçada, mostrando que para a engrenagem de Hollywood, ela era apenas mais uma descartável.

Sté Bueno
SOBRE O AUTOR

Sté Bueno

Autora do livros "Antes de Dizer Adeus" e "No Silêncio dos Seus Olhos", Sté está, atualmente cursando a faculdade de jornalismo. É uma Paulista que ama livros, animais, viagens e é fã de dias frios e chuvosos.

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