in

Resenha de “Amar é Relativo – Sophie Kinsella”. Vale a pena ler?

Imagem de destaque para resenha literária do blog Pipoca com Café. À esquerda, a capa do livro "Amar é Relativo" de Sophie Kinsella, apresentando ilustrações dos protagonistas e do cachorro Harold. À direita, um retrato da autora Sophie Kinsella sorrindo e vestindo uma blusa azul. O topo da imagem contém o texto "Resenha:" em fonte cursiva branca sobre um fundo azul vibrante com elementos decorativos de estrelas e coração.

Sabe aquele livro que você fura a fila de todos os outros só por causa de um detalhe irresistível? Para mim, Amar é Relativo, da Sophie Kinsella, foi exatamente assim.

O motivo? Dois, na verdade…

É um livro da Sophie e tem um cachorro na história!

Um livro engraçadinho e água com açúcar tendo um cachorro como um dos protagonistas me pareceu imperdível, então ele furou a fila de todos os outros da Bienal 2024.

Capa do livro "Amar é Relativo", da autora Sophie Kinsella. A ilustração apresenta um fundo azul claro com uma mulher sentada em uma janela à esquerda, segurando a coleira vermelha de um cachorro beagle que salta no centro da imagem. À direita, um homem observa de outra janela. O título "Amar é Relativo" está escrito em letras brancas manuscritas e o nome da autora aparece em destaque em vermelho no topo.

O enredo: O que acontece quando a bolha do retiro estoura?

A história nos apresenta Ava, que decide participar de um retiro para escritores na Itália com uma regra curiosa: ninguém pode usar o próprio nome real nem falar sobre sua vida pessoal.

Lá, ela conhece o “Holandês”. Sob pseudônimos e sem nenhuma bagagem do mundo exterior, os dois se apaixonam perdidamente.

Ava sai do retiro convencida de que encontrou o amor da sua vida e que as diferenças do “mundo real” não importariam.

Porém, quando a bolha estoura e eles aterrissam em Londres, ela descobre que a realidade é bem mais complicada do que o sonho no mosteiro italiano.

A escrita fluida e o ritmo de Sophie

Eu gosto muito dos livros da Sophie para quando quero só relaxar a mente. Eles não tem muita complexidade, a escrita é gostosa e fluída, costumam ter bastante diálogos e geralmente são engraçadinhos.

“Amar é Relativo” começou assim. Logo na primeira página a escrita já me cativou, e de início eu me identifiquei muito com a Ava, com ansiedade de separação do seu cachorro, querendo desempacar seu projeto de escrita, indo pra um retiro curioso na Itália. Parecia promissor e interessante!

As cenas do retiro são bem legais, a descrição do mosteiro, as atividades dinâmicas do grupo, a ideia de deixar o seu “eu” de fora e focar na escrita. 

O romance, que começa ali, também é interessante no início, até porque tudo dá muito certo muito rápido, então a gente já fica se perguntando onde vem o problema.

Esse, pra mim, foi o acerto do livro. A gente não lê ele todo pro negócio se desenvolver lá pro final, pelo contrário, acontece tudo muito rápido, e a manutenção disso se dá no dia a dia, na rotina, convivendo com as diferenças.

Mas se esse é o ponto alto do livro, o ponto baixíssimo, infelizmente, é a personagem narradora.

Ava e a protagonista “insuportável”

Se eu havia me identificado com Ava no primeiro capítulo, conforme eles se passam, a personalidade dela se revela insuportável. 

A personagem é infantil, chata e meio mimadinha. Tenho a impressão de que Sophie tenta fazer ela soar engraçada, mas na maioria das vezes, ela soa só muito irritante. 

Durante muitas páginas me perguntei porque Matt gostava dela, afinal, e olha que Matt não é lá um personagem muito cativante também.

Imaturidade aos 30

Aqui, na minha opinião, Sophie Kinsella erra, porque ela desenvolve dois personagens que já passaram dos 30, aliás, Matt é descrito como “com trinta e muitos”, e mesmo assim ele é totalmente manipulado e submisso à família, sem tanta postura, e Ava é extremamente infantil e bobinha. 

A realidade dela não condiz de forma alguma com a de uma mulher de mais de 30 anos.

Até o cachorro Harold sofreu?

Não só Ava, como as amigas dela também eram chatíssimas em boa parte das cenas, caricatas, enjoadas, tentando arrumar confusão com todo mundo o tempo todo pra “defender umas às outras”. 

Sério, Ava consegue ser tão chata que até o Harold, o cachorro que me fez querer ler o livro, fica meio chatinho as vezes. 

Ilustração do personagem Harold, o cachorro do livro "Amar é Relativo" de Sophie Kinsella. O animal aparece saltando, usando um peitoral vermelho sobre um fundo azul.

O cachorro!!!! Isso jamais me aconteceu na vida! 

Tem certas coisas que eu gostaria que tivessem sido melhor desenvolvidas, como o grupo do retiro, a parte familiar de Matt, entre outros detalhes, por exemplo, a aparição de Sarah no final… Com que contexto? Com que propósito?

Amar é Relativo vale a pena?

Apesar de muitas falhas e de uma protagonista fraquíssima dentre outras da Sophie Kinsella, “Amar é Relativo” é um livro gostoso de ler, ele flui depressa, apesar de grande.

Indico para quem gosta da autora e quer um passatempo interessante, mas já aviso pra não ir com altas expectativas!

E você, tem algum livro favorito da autora ou do gênero? Deixa a dica nos comentários!

Amar é relativo - Sophie Kinsella

Amar é relativo – Sophie Kinsella

Oferta Atual R$ 29,90
Comprar Agora

Compra Segura

Ficha técnica de “Amar é Relativo – Sophie Kinsella”

CategoriaDetalhes de “Amar é Relativo”
AutoraSophie Kinsella
GêneroChick-lit / Comédia Romântica
ProtagonistasAva, Matt e Harold (o cachorro)
AmbientaçãoItália (Retiro) e Londres
VibeLeitura relaxante e “água com açúcar”

FAQ de “Amar é Relativo – Sophie Kinsella”

“Amar é Relativo” é uma série ou livro único?

É um livro único (standalone), com início, meio e fim, focado na história de Ava e Matt.

Qual o tom do livro?

É uma comédia romântica clássica, com foco em diálogos, situações cotidianas e um toque de humor britânico.

O cachorro Harold realmente aparece muito?

Sim, o pet é um dos motivos centrais para a protagonista e tem participação ativa na história.

Preciso ter lido outros livros da Sophie Kinsella antes?

Não. Embora a autora tenha séries famosas, este livro é uma história independente.

É um livro indicado para qual idade?

É indicado para o público adulto que gosta de literatura contemporânea leve (Chick-lit).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logotipo oficial do filme Mortal Kombat 2 de 2026, com o título em letras prateadas texturizadas e o icônico dragão metálico no centro. O fundo é uma superfície texturizada vermelha escura e profunda.

Mortal Kombat 2 (2026): A arte de ser um “excelente filme ruim”